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Uma primeira volta de segunda linha

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Chegados ao dia final da campanha para a primeira volta das eleições presidenciais persistem muitas (e grandes) dúvidas – quem vai ganhar, quem vai passar em segundo lugar, como isso vai afetar o resultado final e, consequentemente, como o próximo ocupante do Palácio de Belém poderá impactar a estabilidade política, económica e social nos próximos cinco anos. Mas também há algumas certezas. Uma delas é que o excesso de quantidade não compensou o défice de qualidade, longe disso, até. Houve um número recorde de candidaturas, 11 foram aceites pelo Tribunal Constitucional, mas isso não trouxe necessariamente excelência no espetro das escolhas que temos disponíveis este domingo e depois a 8 de fevereiro.

Entre as principais candidaturas, muitas são de segunda linha. Surgiram porque outras mais desejadas nesse campo político não se concretizaram. Outras apareceram para aproveitamento político pragmático, sem pretensões realistas de vitória, mas a visar ganhos políticos na expansão do eleitorado ou na mera sobrevivência ao emitir um sinal de vida. Uma apareceu ainda como suposta alternativa ao sistema, trazendo um outsider para fazer de forma independente o que os outros não conseguem ou não querem.

Mas nenhuma conseguiu realmente passar a mensagem que queria. As máquinas de propaganda foram pouco eficazes, principalmente porque estavam a tentar passar mensagens com pouca substância e acabaram por salientar inconsistências e fraquezas. Vamos olhar para algumas. Henrique Gouveia e Melo, o outsider de que falava, era há menos de um ano dado por muitos como vencedor à partida – à primeira volta – e mesmo antes de ter anunciado a candidatura. Embalado pelo sucesso da........

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