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Lisboa e o furto de azulejos

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22.06.2026

O problema do furto de azulejos em Lisboa é uma realidade à vista de todos os que visitam e vivem nas ruas das freguesias históricas de Lisboa e passam à frente de montras de antiquários ou visitam feiras de antiguidades ou a própria Feira da Ladra. É uma realidade muito documentada e amplamente confirmada por múltiplas fontes oficiais e jornalísticas.

A Assembleia Municipal de Lisboa aprovou em 2024 a Recomendação 114/01 (PEV) "Proteção e valorização do património azulejar em Lisboa" que constata que se verifica "de modo crescente e alarmante, sobretudo por furto, mas também por vandalismo e incúria, bem como demolições e remoções legais e ilegais constantes" do património azulejar, sendo "conhecidas casas na Europa e nos EUA que têm painéis de azulejos que foram furtados em Portugal e que saíram por circuitos ilícitos". Esta confirmação oficial valida a dimensão internacional do problema, transformando Lisboa numa fonte involuntária de azulejos para colecionadores europeus e americanos.

A cronologia dos furtos ilustra a persistência do fenómeno. Em 2008, azulejos foram roubados do Palácio Pombal na Rua do Século, aproveitando o facto do edifício se encontrar em obras (um padrão recorrente). Em 2017, foi denunciado o furto de "vários........

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