Portugal n.º 1 na resiliência alimentar global
O mais recente Resilient Food Systems Index da Economist Impact, desenvolvido com base em 60 países e apoiado por um conjunto alargado de dados internacionais e especialistas, coloca Portugal no topo do ranking global. O índice avalia quatro dimensões-chave dos sistemas alimentares, nomeadamente acessibilidade económica, disponibilidade, qualidade e segurança alimentar e capacidade de resposta ao risco climático.
Portugal surge à frente de países como França, Reino Unido, Estados Unidos, Países Baixos ou Alemanha, economias com uma escala produtiva e exportadora muito superior. Não se trata, por isso, de um bom resultado num contexto frágil. Comparamos diretamente com algumas das referências mundiais do setor agroalimentar.
O posicionamento relativo é claro. Portugal compara-se particularmente bem em áreas como qualidade e segurança alimentar, estabilidade do sistema, integração institucional e capacidade de assegurar acesso a alimentos. São dimensões onde o enquadramento europeu, a exigência regulatória e a organização da cadeia têm um peso determinante.
Já em outras dimensões, a comparação é menos favorável. A disponibilidade, entendida como escala produtiva, eficiência logística e capacidade de abastecimento interno, continua a refletir fragilidades estruturais. A resposta ao risco climático é também um ponto crítico à escala global e........
