O país numa era Spinumviva
Publicar um artigo de opinião a 31 de Dezembro, embora uma mera coincidência de periodicidade, provoca uma certa “mexida” interior e leva (levou-me) a uma imiscuição na política (nacional e internacional, passada e futura), não para uma análise de fundo, isso fica para os entendidos, mas a um desabafo, embora tudo quanto se escreve não seja imune a umas “pitadas” de política, apesar das afirmações de independência por muitos proclamada (de que sempre desconfio).
Desconforto nacional
O país ou muito me engano ou está a entrar num período de Spinumviva. Por quanto tempo?! Já parece aquele anúncio televisivo: prima 1, prima 2… A “prima 1” esfumou-se pelo arquivamento singular que teve, antes anunciado de prenda de Natal pelo PGR. O país ficou a perder com a forma de arquivamento e com a intervenção de Bruxelas de Luis Montenegro, a propósito, a glorificar-se, disparando sobre todos, entre eles a comunicação social (à maneira Trump/Ventura, apenas mais adocicada por influência da linguagem Bruxelense), porque todo o processo na vertente ético-política (conflitos de interesses) ficou descredibilizado e somente por culpa de Montenegro que nunca, em momento oportuno, deu a informação que devia ao país.
Agora, surgiu “a prima 2 do anúncio”, com um dos candidatos à Presidência da República, cujos contornos na globalidade, ainda, se desconhecem. De comum, o problema dos clientes, vulgo lóbis.
Sobre isto, uma nota. Alguns políticos, na sua gestão pessoal dos negócios, desempenham trabalho de intermediação, ou seja, desta ou daquela forma, construíram um portfólio alargado de influências que exploram (por sua iniciativa ou de terceiros) na angariação de trabalhos a executar por outros (normalmente empresas) e cobram por isso uma percentagem sobre o valor global do trabalho intermediado. Uma situação destas não........
