A segunda montanha de Cristiano Ronaldo
Há um paradoxo curioso na Seleção Nacional.
Talvez nunca Portugal tenha reunido tanto talento ao mesmo tempo. Da baliza ao ataque, encontramos jogadores titulares nos maiores clubes do mundo, experiência acumulada, profundidade no banco e uma geração que cresceu habituada a competir para ganhar. Em teoria, era a seleção com menos razões para viver da inspiração individual.
E, no entanto, continua muitas vezes a parecer uma equipa que joga à procura de um homem.
A discussão pública tem-se concentrado na tática, nas escolhas de Roberto Martínez ou na presença permanente de Cristiano Ronaldo. São debates legítimos. Mas suspeito que o verdadeiro desafio é outro. É um desafio de liderança.
David Brooks, no livro The Second Mountain, distingue duas grandes fases da vida.
A primeira montanha é construída em torno da conquista. Ambição. Performance. Reconhecimento. É o território do “eu”: provar........
