Não é pelo direito à habitação, é pelo caos que se movem
"Diretamente da Acampada do Porto, pessoal, venham aí, montem a vossa tenda... Precisamos de comida, mantas, cobertores. Chega desta merda! Queremos poder viver no Porto (...) É arder esta merda toda!"
Assim reza o apelo partilhado nas redes sociais de uma das "vítimas" da "injustificável violência policial" na manifestação de jovens pela habitação, que curiosamente optou por um registo em tudo diferente nas entrevistas que deu aos vários canais de televisão que lhe puseram um microfone à frente. A menina das sobrancelhas descoloradas não é mais do que um exemplo dos "inocentes" que acusam a polícia de ter carregado, sem razão nem testemunhas, sobre os tão educados e pacíficos manifestantes que apenas querem uma casa para viver, como creem ser seu direito inato. Mesmo que tenham de okupá-la.
Sem bodycams para registar a verdade, as autoridades, a quem cabe zelar pela lei e pela ordem, veem-se entre a espada do cumprimento das suas funções (que cada vez tem menos capacidade para desempenhar) e a parede da má propaganda berrada ao megafone, que logo tem eco sem reflexão numa comunicação oca, reforçada pelo aproveitamento de políticos-zombies.
E assim seguimos, cantando e rindo, a comprar vandalismo por ativismo, a olhar atos criminosos pela lente da bondade das intenções que nos dizem motivá-los.
Não haja enganos: estas "manifestações" não são pela habitação. São pelo caos. São pelo aproveitamento político histriónico. São pelo mediatismo social. São pela obliteração da ordem........
