Primeiro estranha-se. Depois entranha-se
E foi precisamente entre ventoinhas, garrafas de água e corridas para a sombra que me ocorreu uma ideia. Talvez a Inteligência Artificial venha a tornar-se tão invisível — e tão indispensável — como o ar condicionado.
Hoje falamos dela todos os dias. Há conferências, podcasts, newsletters, cursos, especialistas, novas versões e uma sucessão interminável de ferramentas que prometem revolucionar a forma como trabalhamos. Perguntamos qual é o melhor modelo, qual a plataforma mais inteligente ou qual o prompt perfeito.
Mas arrisco um exercício de futurologia: daqui a poucos anos deixaremos de falar de Inteligência Artificial da mesma forma que deixámos de falar da eletricidade, do Wi-Fi ou do próprio ar condicionado. É esse o destino de todas as grandes tecnologias: deixam de ser extraordinárias no dia em que passam a ser banais.
Esta reflexão surgiu-me poucos dias depois de participar num encontro da comunidade Women on Boards, iniciativa promovida pela VdA Academia (que prepara, desenvolve e promove mulheres para cargos de liderança e administração) onde Inês Drummond Borges, Chief Transformation Officer da Sonae Sierra, lançou um desafio tão simples quanto provocador: Fall in Love with Problems, Not Solutions.
Ao longo da sessão foram apresentados exemplos muito concretos da utilização da Inteligência Artificial nas empresas. Ferramentas que aceleram processos, libertam equipas de tarefas........
