Os jornalistas pagos por bancos
Passaram dez anos sobre uma das promessas mais incómodas do jornalismo português. Em abril de 2016, quando o país ainda digeria os escombros do Banco Espírito Santo, o jornal Expresso noticiou que o “saco azul” do Grupo Espírito Santo — a ES Enterprises — teria pago avenças a políticos, gestores, empresários e jornalistas. O Sindicato dos Jornalistas exigiu, e bem, que os nomes fossem conhecidos — realmente não se lança uma suspeita desta gravidade sobre uma profissão inteira para depois a deixar apodrecer em praça pública.
O Expresso respondeu que os nomes dos jornalistas seriam revelados quando a investigação estivesse concluída. Dez anos depois, onde estão?
Esta pergunta não é uma birra contra a imprensa livre. É uma defesa da imprensa livre contra a sua captura. Uma democracia precisa de jornalistas independentes, capazes de fiscalizar bancos, governos,........
