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O país dos guarda-sóis

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19.06.2026

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A época balnear deste ano foi inaugurada por uma polémica tipicamente portuguesa, parafraseando Helena Matos na apresentação de um livro sobre vícios, esta terça-feira: durante dias, discutiu-se se os banhistas podem ou não colocar guarda-sóis em frente às zonas concessionadas de praia.

A questão nunca antes tinha sido levantada. Mas, por aselhice ou falta de tacto, o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente, José Pimenta Machado, lançou a primeira pedra: não existe nenhuma lei que o proíba nem nunca existiu.

Durante anos, milhares de portugueses comportaram-se como se existisse uma norma, acataram as placas colocadas nas praias, ocuparam zonas para guarda-sóis e deixaram livres as zonas com palhotas e espreguiçadeiras para os que estão dispostos a pagar um balúrdio por mais conforto a um concessionário que, em troca, traz segurança à praia, nomeadamente com serviço de nadadores-salvadores.

A conveniência transformou-se num direito adquirido.........

© Sapo