A confiança não se compra
É a noite mais concorrida do NOS Alive. Os bilhetes esgotaram há meses, há milhares de pessoas de pulseira no pulso e outras tantas a acompanhar tudo à distância, entre stories, reels e vídeos cuidadosamente editados. Dentro do recinto, além dos artistas em palco, há outros protagonistas que não constam do cartaz: influenciadores, criadores de conteúdo, embaixadores ocasionais de marcas e convidados especiais de campanhas que prometem transformar presença em relevância.
Nada disto é novo. O marketing de influência faz hoje parte do ecossistema da comunicação. Para muitas marcas, tornou-se uma ferramenta rápida, visual e aparentemente eficaz para chegar a públicos que os meios tradicionais já não alcançam com a mesma facilidade. Há bons influenciadores, bons conteúdos e boas campanhas. Há casos em que esta aposta faz sentido. O problema começa quando se confunde visibilidade com confiança.
Uma story pode gerar atenção. Um vídeo pode gerar alcance. Uma presença num festival pode gerar associação positiva. Mas confiança é outra coisa. A confiança constrói-se com coerência, consistência, transparência e tempo. Não se compra em pacotes de publicações, não se mede apenas em visualizações e não desaparece ao fim........
