Para onde vamos com esta guerra?
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O presidente dos EUA ora admite uma guerra breve, ora fala de semanas de guerra com ameaças de morte a quem se opuser à vontade dele, ora evoca uma solução “ao estilo venezuelano” com recurso a uma Delcy Rodriguez saída de alguma brecha na Guarda Revolucionária iraniana.
A guerra parece destinada a terminar por uma de duas maneiras: ou com uma mudança de regime em Teerão ou com um acordo entre o Irão, os Estados Unidos e Israel. Hoje, nenhuma das opções parece próxima.
Será que é possível um acordo de paz entre o Irão e os seus atuais agressores, Israel e EUA? É possível que haja divergências sobre esta questão entre fações rivais dentro do regime iraniano. O resultado dessa luta é imprevisível, mas a nomeação do filho de Khamenei sugere que o grupo mais radical — a Guarda Revolucionária — continua a ser, por agora, o mais forte. Washington vai sempre exigir alguma mudança de regime em Teerão, de modo a que em vez de hostilidade ao Ocidente fique instalado um poder com quem seja possível negociar novos equilíbrios.
A evolução do conflito passará por nos perguntarmos o que é que a Guarda Revolucionária vai favorecer:........
