Cloud, SaaS e on-premises: sem governação, a fatura da TI sai mais cara
Por Paulo Amorim, Engenheiro Mecânico Nuclear pela Universidade de Utah (EUA), MBA pela BYU Marriott School of Business, CEO e fundador da K2A Technology Solutions
A transformação digital das empresas portuguesas acelerou de forma significativa nos últimos anos. A adoção de modelos híbridos — que combinam infraestruturas locais (on-premises), cloud pública e soluções SaaS — tornou-se prática corrente em organizações de diferentes dimensões e setores. Esta evolução trouxe ganhos evidentes em agilidade, escalabilidade e inovação. Mas trouxe também um desafio estrutural: como garantir controlo e previsibilidade num ecossistema tecnológico cada vez mais distribuído.
Segundo dados da IDC, o mercado de cloud em Portugal deverá ultrapassar os 1.000 milhões de euros até 2026, com as soluções SaaS a representarem a maior fatia do investimento. Este crescimento confirma a maturidade digital do tecido empresarial português, mas evidencia igualmente a crescente complexidade da gestão tecnológica. Quanto maior a dispersão de serviços e fornecedores, maior a dificuldade em assegurar visibilidade sobre custos,........
