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Hospitalidade do Futuro: A Inovação é Humana

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Da origem da hospitalidade à marca pessoal de quem a torna real, a maior inovação continua a ser humana.

Antes da indústria, um gesto humano

A palavra hospitalidade vem do latim hospitalitas, ligada à ideia de acolher quem chega de fora — hospedar. Na sua origem, não falava apenas de alojamento, mas de acolhimento, um gesto antigo e profundamente humano que significa abrir espaço para o outro. É nesse acolhimento do “outro” que reconhecemos também o “eu”, porque receber alguém é, de certa forma, revelar quem somos.

Na sua essência, a hospitalidade sempre envolveu receber, hospedar, alimentar e, cada vez mais, entreter quem nos visita. Nasceu da necessidade de atravessar territórios e da consciência de que ninguém atravessa o mundo sozinho. Receber quem vinha de fora era um dever moral, cultural e espiritual que, com o tempo, se transformou em sistema, serviço, economia e indústria. Ainda assim, por mais que tenha evoluído, a sua essência nunca deixou de ser humana.

O Nishiyama Onsen Keiunkan, no Japão, reconhecido como o hotel mais antigo do mundo ainda em operação, foi fundado em 705 d.C. e permanece como prova viva de que a hospitalidade é legado, cultura e continuidade humana. Este ryokan nunca se afastou da sua essência e continuou a servir o mesmo propósito de descanso, cura, refúgio e contemplação. A força de uma marca........

© Sapo