Quanto custa um ministro?
O problema não é apenas o que Luís Neves fez. É o que a necessidade de sobreviver politicamente pode levá-lo a fazer… ou não fazer.
Em agosto, depois de uma turista sueca ter sido baleada em Lisboa, o gabinete do ministro saudou a detenção de um dos alegados envolvidos como um “resultado importante da atuação policial”, embora o mandado dissesse respeito a violência doméstica — a participação no tiroteio continuava por apurar. Agora, a defesa fala em engano e acusa a PSP de precipitação. É uma alegação, não uma conclusão judicial, mas o episódio é suficiente para aconselhar prudência: um ministro não deve procurar numa detenção o brilho que lhe falta na política.
A precipitação de Luís Neves poderia acontecer a outro governante, mas o risco aumenta quando mostrar serviço se........
