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Nobel aponta 35 a 50 anos de futuro para a humanidade

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27.04.2026

O Nobel indica que a humanidade tem entre 35 e 50 anos de futuro.

Sempre transitei pelo campo das humanidades. Foi ali que encontrei as perguntas que me mobilizam e, muitas vezes, me absorvem por completo. Durante anos, olhei para as chamadas ciências exatas com certa distância. Com o tempo, essa percepção mudou. Na maturidade, ficou claro que há um forte componente humano também na matemática e na física — incertezas, tentativas, revisões constantes. Passei a entender que ambas tratam, em essência, do mesmo fenômeno: o processo que alguns chamam de criação, outros de evolução. E os dois estão certos.

O avanço recente das tecnologias, sobretudo nas comunicações, ampliou esse interesse. Foi nesse contexto que a entrevista de David Gross chamou minha atenção e me levou a examinar com mais cuidado o que ele diz, inclusive nas entrelinhas.

A humanidade pode não chegar viva a 2060.

A frase não é provocação nem exercício de futurologia apressada. Ela foi dita por David Gross, vencedor do Prêmio Nobel de Física em 2004, ao afirmar que o risco de uma guerra nuclear reduziu o horizonte de sobrevivência coletiva para cerca de 35 anos. Ao ouvir essa afirmação, não se trata apenas de registrar um dado, mas de reconhecer o peso de quem a formula e o contexto em que ela é dita.

A declaração foi feita em 19 de abril de 2026, em entrevista ao Live Science, em reportagem assinada pela jornalista Tia Ghose. Ao ser questionado sobre o futuro da física, Gross desviou o eixo da resposta e introduziu um alerta direto sobre o futuro da própria espécie. “Atualmente, eu passo parte do meu tempo tentando dizer às pessoas que as chances de vocês viverem mais 50 anos são muito pequenas. Devido ao perigo de uma guerra nuclear, vocês têm cerca de 35 anos.” A frase, dita sem rodeios, não busca impacto fácil. Ela traduz uma leitura apoiada em probabilidades acumuladas e, sobretudo, em mudanças concretas no cenário internacional.

A repercussão não demorou a ultrapassar o circuito especializado. Em 24 de abril de 2026, nos Estados Unidos e na Europa, plataformas como Google News passaram a agregar diferentes abordagens da mesma entrevista, ampliando seu alcance para além dos leitores habituais de ciência. Sites voltados à divulgação científica e segurança internacional passaram a discutir o raciocínio de Gross, não apenas como opinião individual, mas como um sinal de alerta vindo de alguém com reconhecimento acadêmico consolidado. Esse tipo de circulação indica que a fala encontrou um........

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