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Samurai

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11.09.2026

Desde aquele dia minha vida ficou vazia. Me fez sofrer. Me feriu.

Não vazia de coisa. Vazias as coisas continuam lá. A cama desarrumada, a garrafa na geladeira, o chinelo virado na porta. Vazia de gente. Vazia de você. Um olhar perdido no mar morto da quebrada. A casa da paixão ficava por lá.

Fiquei perdido na esquina da quebrada. Eu, que sabia de cor cada buraco da rua, cada nome no muro, me perdi. Parece que foi ontem. Fez um sol danado. Daqueles que racha a laje e faz a gente ver miragem no asfalto. Nem a neblina quis aparecer.

E........

© Revista Fórum