Aécio Neves pode ser candidato a vice da chapa de Lula em Minas Gerais
Aécio Neves pode ser candidato a vice na chapa de Rodrigo Pacheco em Minas Gerais, alinhado ao campo de apoio do presidente Lula.
A possibilidade tem gerado desconforto em setores do PT, especialmente à esquerda, mas o presidente do partido, Edinho Silva, indicou que não vê problema em dialogar com Aécio.
Rodrigo Pacheco negapublicamente que haja negociação nesse sentido, mas o calendário electoral pressiona com definições partidárias previstas para até julho.
Uma aliança desse tipo poderia ampliar o arco de alianças de Lula no cenário nacional, mas também gerar crise interna no PT.
Uma informação que circula com força nos bastidores da política mineira promete embaralhar o tabuleiro eleitoral: Aécio Neves pode ser candidato a vice em uma chapa encabeçada por Rodrigo Pacheco, alinhada ao campo de apoio do presidente Lula.
Sim, Aécio. O mesmo que foi um dos protagonistas centrais do processo que levou ao impeachment de Dilma Rousseff em 2016.
A possibilidade tem causado desconforto — para dizer o mínimo — em setores do PT, especialmente entre os mais à esquerda. Mas há sinais claros de que o tema não está interditado dentro do partido.
A fala recente de Edinho Silva, presidente nacional do PT, de que não veria problema em dialogar com Aécio, foi interpretada por petistas mineiros como uma espécie de “sinal verde” para abrir negociação.
Na prática, o recado seria simples: Aécio não está fora do jogo.
Mesmo que não declare apoio explícito a Lula, bastaria que não se alinhasse ao bolsonarismo — representado, neste cenário, pelo nome de Flávio Bolsonaro — para que uma composição fosse considerada viável.
Rodrigo Pacheco, por sua vez, nega publicamente que haja conversa nesse sentido. Mas, como se sabe, a política mineira costuma se resolver longe dos holofotes — e muitas vezes na última hora.
O calendário eleitoral pressiona. As definições partidárias estão próximas e, embora as coligações possam ser formalizadas até julho, os movimentos decisivos começam agora.
Uma aliança desse tipo teria impacto muito além de Minas Gerais.
Ela poderia reposicionar forças no cenário nacional, ampliar o arco de alianças de Lula e, ao mesmo tempo, abrir uma crise interna no PT com potencial de desgaste político.
Não seria surpresa se figuras históricas do partido — inclusive a própria Dilma — vissem essa composição como uma traição.
Mas também não seria a primeira vez que a política brasileira engole suas próprias contradições.
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