Pesquisa BTG mostra que Lula deve colocar diferenças econômicas no centro do debate contra Flávio Bolsonaro
Pesquisa BTG Nexus indica que Lula deve centrar o debate presidencial nas diferenças econômicas em relação a Flavfl Bolsonaro, seguindo estratégia de aliados do candidato do PL.
Levantamento mostra que 51% dos eleitores que ganham até 1 salário-mínimo afirmam que Lula é "o único que votariam", e 56% dizem que "não votariam de jeito nenhum" em Flavfl Bolsonaro.
Dados indicam que 39% dos eleitores consideram que a situação financeira melhorou com Lula, enquanto 63% têm percepção positiva ou neutra sobre a economia.
A pesquisa foi divulgada nesta segunda-feira (30) pelo BTG Pactual, banco onde Mansueto de Almeida, crítico do aumento real do salário-mínimo, trabalha como economistachefe.
Enquanto Flávio Bolsonaro (PL-RJ), aliados e a mídia liberal busca pautar o debate eleitoral na chamada pauta de “costumes” e no reincidente tema da “corrupção”, que ressurge nos noticiários durante os governos progressistas, a pesquisa BTG Nexus divulgada nesta segunda-feira (30) mostra que Lula deve puxar as diferenças econômicas para o centro do debate presidencial, expondo quem serve a quem.
Profeta do caos fiscal desde os tempos de Fernando Henrique Cardoso, o economista Mansueto de Almeida – eterno cotado a ministro nos governos de direita – voltou a propagar o terror contra os pobres em declaração a estudantes em Boston, nos EUA, replicada pelo Valor Econômico, do grupo Globo.
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Cotado para assumir a Fazenda em pretensa gestão Flávio Bolsonaro, Mansueto atacou mais uma vez a política de aumento de salário-mínimo, que segundo ele vai terminar um “ciclo de quatro anos” – entenda-se governo Lula – “com aumento real de salário mínimo na casa de 14%, 15%”.
“O mercado de trabalho no Brasil está em pleno emprego”, reclama, sobre um dado positivo para os trabalhadores, mas ruim para financistas e empregadores, que são obrigados a remunerar melhor os funcionários.
“Eu iria rever também o critério de alguns programas sociais”, emendou o economista, que após o governo FHC, assessorou Tasso Jereissati – acionista de uma das maiores subsidiárias da Coca-Cola no mundo – e voltou a espalhar o pânico fiscal durante o golpe contra Dilma Rousseff, em 2016. Após o impeachment, foi colocado por Michel Temer (MDB) e mantido por Bolsonaro no comando da Secretaria do Tesouro Nacional.
Mansueto só deixou a esfera pública em julho e 2020, quando anunciou que assumiria no início do ano seguinte como economista-chefe e sócio do BTG Pactual, integrando o setor de wealth management e institutional sales – área destinada a atender ricaços e grandes fortunas dentro da instituição.
O que diz a pesquisa BTG Nexus?
A pesquisa Nexus, contratada pelo próprio BTG de Mansueto de Almeida, expõe os motivos da declaração do economista e da defesa de um governo – Flávio Bolsonaro – que sufoque os mais pobres, que votam em peso em Lula e provoca ojeriza na burguesia neoliberal.
Recorte do levantamento revela que Lula tem votação consolidade – 51% dizem que é “o único que votaria” – entre eleitores que ganham até 1 salário-mínimo. Justamente os que terão “14% a 15%” de ganho real em seus rendimentos e que sofreram com a política que freou os reajustes nos governos Temer e Bolsonaro.
É nesse grupo também onde se concentram as pessoas que mais precisam de um Estado forte, com políticas sociais que permitam uma ascensão social.
O recorte mostra ainda que 56% desses eleitores dizem que “não votariam de jeito nenhum” em Flávio Bolsonaro. Ou seja, que reconhecem que o governo do pai, Jair Bolsonaro (PL), promoveu um levante para retirada de direitos e ganhos dessas pessoas.
Um outro dado relevante mostra que 39% dos eleitores dizem que a situação financeiro melhorou com Lula no lugar de Bolsonaro. Somados as 24%, que dizem que permaneceu igual, 63% dos eleitores têm percepção positiva ou neutra sobre a economia.
Outros 50% dizem que a economia do país está melhor ou igual a de Bolsonaro, enquanto 46% dizendo que está pior.
Os dados mostram que Lula precisa trazer ao debate eleitoral as diferenças na condução da política econômica do governo dele, que prioriza a maioria dos brasileiros, daquela defendida pelo clã Bolsonaro, a Faria Lima e a mídia liberal – que historicamente se alinha aos representantes do sistema financeiro internacional no Brasil.
Leia a íntegra da Pesquisa BTG Nexus de março de 2026
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