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Juros: despesa VIP

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03.03.2026

Em janeiro de 2026, o governo federal destinou R$ 64 bilhões ao pagamento de juros da dívida pública, valor 58% superior aos R$ 40 bilhões de janeiro de 2025.

O acumulado de 12 meses em juros ultrapassou R$ 1 trilhão (R$ 1,023 tri), mantendo-se no mesmo patamar simbólico de 2025, quando alcançou R$ 1,007 tri.

As despesas com juros representaram 7% do PIB em 2025, sendo o maior dispêndio orçamentário, acima da previdência social (2,5% do PIB).

Desde janeiro de 2023, o governo Lula já gastou R$ 2,6 trilhões com juros, o equivalente a 21% de todo o valor pago desde 1997.

O mais recente Relatório sobre Estatísticas Fiscais do Banco Central divulgado no final de fevereiro traz a consolidação das informações relativas a este importante instrumento de política econômica do governo federal. De acordo com a Nota à Imprensa, pode-se perceber, que ao longo do mês de janeiro de 2026, foram transferidos do Orçamento da União valores equivalentes a R$ 64 bilhões para honrar os compromissos junto aos detentores de títulos da dívida pública brasileira. Esse é o total das despesas financeiras para o primeiro mês do novo ano, que se constitui em um montante relativo ao pagamento de juros que incide sobre o estoque de endividamento do Estado brasileiro.

Interessante observar que esse valor é 58% mais elevado do que os R$ 40 bi destinados para a mesma rubrica ao longo de janeiro do ano passado. No entanto, como podem ocorrer variações mensais ao logo do exercício, é sempre mais interessante observarmos o movimento de tendência de prazo um pouco mais longo. Assim o que se percebe é que o total acumulado de 12 meses se mantém acima do patamar tragicamente simbólico de um trilhão de reais. Durante 2025 esse montante já tinha ultrapassado esse teto, alcançando R$ 1,007 tri. Se incluirmos os valores de janeiro passado, os 12 meses somam R$ 1,023 tri.

Juros seguem na faixa do R$ trilhão

De acordo com o Boletim do Tesouro Nacional, esse valor de pagamento de juros representou 7% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025. Uma loucura! Trata-se........

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