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O cricri é uma íngua

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18.02.2026

O artigo explora o significado e a origem de expressões populares antigas como "cricri", "íngua" e "chato de galocha", contextualizando seu uso e evolução.

O texto também aborda o termo "fotocópia", relembrando o processo manual e demorado de cópia de documentos antes do surgimento do xerox.

Outras expressões analisadas incluem "testa-de-ferro", "fazer serão", "café com leite", "tubarão" e "jogar confete", com explicações sobre seus significados históricos e sociais.

Publiquei aqui, há meses, um texto com palavras e expressões que eram comuns em certa época e hoje caídas no esquecimento, ou raramente usadas mas sem que muitos saibam seus significados. São centenas. Mera cultura inútil, eu sei. Mas acho divertido relembrar isso.  Selecionei algumas para esta edição.

Cricri – A palavra chato, que designa um bichinho que dá nos pelos púbicos e é chato mesmo, nos dois sentidos, pois é sem relevo e largo (proporcionalmente) e incomoda muito, passou a ser usada com gente que incomoda, maçante, mala sem alça, mas quando alguém é mais chato ainda, surgiu uma história que tinha um bichinho que dava no saco do chato (do bichinho), então era um chato muito mais chato, e o nome dele é cricri.

Já li uma história que esta palavra seria a junção das duas primeiras sílabas das palavras criança e criada, e as mulheres usavam essa expressão nas suas conversas cheias de tédio, falando das crianças e da criadagem. Com o tempo passou a ser chato ao duplo. Falar que “o fulano é um cricri” significava que era muito mais chato do que os mala sem alça.  Pois com o tempo surgiu uma palavra para qualificar um chato triplamente qualificado, o que é zungzung, bichinho que segundo diziam que dava no saco dos cricris.

Uma observação aqui… O primeiro disco do violeiro Ivan Vilela, chamado Hortelã, tinha como anexo um caderno de textos editados pelo seu irmão, Ivan Villela. Nele (não sei porquê) incluiu um texto meu sobre vigarices da natureza. A natureza é sempre louvada como perfeita, tudo nela tem uma função. Mas eu não acredito muito nisso. Citei o chato, como bichinho inútil. Perguntei antes a um biólogo pra que serve o chato, ele não soube explicar, disse que talvez seja comida de algum passarinho. Respondi a ele que nunca tive notícia de passarinho, bicando os pelos púbicos de alguém (homem ou mulher) comendo chatos. Ainda espero a explicação de um biólogo/ecologista.

Íngua – Continuando no assunto sobre gente chata. No interior, especialmente em Minas Gerais, era um xingamento para os caras que incomodam demais. Quem já teve íngua sabe o quanto incomoda aquele gânglio na região próxima aos pentelhos (e também........

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