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Jogo contra o Haiti… Ai, que medo!

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19.06.2026

O Botafogo, então desprezado, tinha simultaneamente Garrincha, Nilton Santos e Didi, três dos melhores jogadores do mundo.

Na final contra a Suécia, a seleção brasileira foi composta apenas por atletas dos clubes do Rio de Janeiro e de São Paulo, com destaque para 4 jogadores do Flamengo e 3 de Botafogo, Santos e Vasco.

Pelé foi contuso no segundo jogo contra a Tchecoslováquia e substituído por Amarildo a partir da partida seguinte.

Apenas dois titulares atuavam no exterior: Falcão, no Roma, e Dirceu, no Atlético de Madrid; os demais jogavam em clubes nacionais.

Tô vendo gente animada confiando que a gloriosa seleção brasileira de futebol vai derrotar o perigosíssimo Haiti hoje à noite. Mas tem gente preocupada: será? Há quem espere empate ou até derrota! Sinal dos tempos.

O futebol brasileiro, hoje em dia, seja a seleção ou os times principais, está uma coisa de dar desgosto. Festeja-se como grande feito vitória minguada sobre time venezuelano (país em que o esporte preferido é o beisebol), empate com times dignos de competir o campeonato municipal de Xiririca da Serra…

Em 2022, depois da conquista da Copa pelos argentinos, publiquei, em 19 de dezembro de 2022, este artigo na Fórum, que encontrei fuçando na internet. E vi que continua valendo!

Não adianta a seleção ser treinada pelo técnico mais vencedor do mundo, se os jogadores que fazem sucesso na Europa (e a gente nem conhece aqui), quando chegam na Seleção parecem uns pernas de pau.

Tomara que eu queime a língua.

Futebol: o Brasil já foi bom nisso!

Homenageando o sucesso dos “Hermanos” e mais uma vez decepcionado pelo fiasco da seleção brasileira, resolvi fazer umas divagações sobre o futebol.

Quais seleções brasileiras encantaram o mundo? A primeira foi em 1958, na Suécia. Pelé, Garrincha, Didi e Nilton Santos poderiam ser escalados em qualquer seleção mundial. Além disso, tinha Djalma Santos e outros craques também merecedores de “jogar” pelo menos na reserva de uma seleção mundial. Até hoje, merecem.

Vejam só, o hoje desprezado Botafogo teve três dos melhores jogadores do mundo jogando simultaneamente (Garrincha, Nilton Santos e Didi). Santos, em São Paulo, e Botafogo, no Rio, eram timaços. O Santos foi bicampeão mundial.

Faziam jogos amistosos pelo mundo todo, o que aliás destruiu a carreira de Garrincha: quando ia jogar em qualquer país europeu, por exemplo, o Botafogo recebia não sei quantos mil dólares com o Garrincha e muito menos sem ele. Aplicavam injeções no joelho estuporado dele, para o time ganhar mais. Ingênuo e gostando de jogar, ele não se importava, jogava. E foi piorando sua condição física por isso, essas injeções que lhe aliviavam o joelho.

Na final, Brasil e Suécia, o Brasil deu um baile tão grande no adversário que a torcida sueca aplaudiu e vibrou com o time brasileiro, composto exclusivamente por jogadores que atuavam no estado de São Paulo e no Rio de Janeiro: o Flamengo cedeu 4 jogadores; Botafogo, Santos e Vasco, 3 cada; Corinthians e São Paulo, 2; Palmeiras, Fluminense, Portuguesa e Bangu, 1 cada.

Didi, do Botafogo, foi eleito o melhor jogador da Copa.

A seleção de 1962, que conquistou o bicampeonato no Chile, era basicamente a mesma, com poucas alterações. A principal delas foi a saída de Pelé, contundido no segundo jogo contra a Tchecoslováquia e substituído por Amarildo a partir do terceiro. Na época não havia substituições. Os 11........

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