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Holanda: a Laranja Mecânica ainda existe?

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26.06.2026

Na segunda‑feira, a seleção brasileira evitou enfrentar a Holanda em partida programada.

Na Copa de 1974, disputada na Alemanha Ocidental, a Holanda de laranja, comandada por Johan Cruyff, era vista como quase invencível.

O Brasil entrou no Mundial com veteranos da geração de 1970 (Rivelino, Jairzinho, etc.) e novos nomes como Luiz Pereira e Leivinha.

Na fase de grupos, o Brasil empatou 0×0 com Iugoslávia e Escócia e venceu o Zaire por 3×0.

Ufa! Escapamos de enfrentar a Holanda na segunda-feira! Muita gente está aliviada, mas tem também gente com medo da seleção japonesa. Seleção que pretende ser campeã não pode ter medo de nenhuma outra. Eu continuo cético, mas torcendo para que a coisa melhore.

O fato de “escaparmos da Holanda” me fez lembrar de uma seleção que encantou o mundo em outros tempos.

Na Copa de 1974, na Alemanha Ocidental (a Alemanha estava separada em Ocidental e Oriental desde o fim da Segunda Guerra, e só foi reunificada em 1990), um time se destacava e parecia invencível: a Holanda, com seu uniforme cor de laranja. Tanto pela cor do uniforme como pela precisão do seu jogo, avassalador, funcionando como uma “máquina”, praticando o que foi chamado “Futebol Total”, foi apelidado “Carrossel Holandês” e “Laranja Mecânica”. Johan Cruyff, melhor jogador do mundo na época, um gênio do futebol, liderava o time cheio de craques.

Um filme de Stanley Kubrick, de 1971, justificava o apelido “Laranja Mecânica”, título desse longa ambientado numa sociedade controlada por um governo autoritário, violento, implacável.

O Brasil foi para a Copa esperando repetir o sucesso da seleção de 1970, e tinha até uns........

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