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Considerações à toa sobre a Copa e o palavreado futebolístico

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04.07.2026

Após a partida Argentina × Cabo Verde, a esposa do autor comentou que jogar futebol deve ser muito cansativo.

O autor foi aprovado em concurso do Banco do Brasil e passou a trabalhar em Campinas, onde o banco mantinha um time amador que nunca se classificava.

Ele questionou por que um jogador talentoso não ingressava em clubes como Corinthians ou Santos, lembrando a manchete “França goleia com hat‑trick de Dembélé”.

Registros oficiais indicam que Charles Müller introduziu o futebol no Brasil em 1894, trazendo duas bolas de couro.

Terminado o jogo Argentina x Cabo Verde, minha mulher disse que jogar futebol deve ser mesmo muito cansativo. No final da prorrogação, principalmente os argentinos praticamente se arrastavam em campo. Ela me perguntou o que os jogadores fazem depois do jogo. Ora, tomam um banho, vão jantar…

Ela disse que imaginava que eles não teriam condições de fazer mais nada, simplesmente “desmaiariam” na cama. Lembrei a ela dos times amadores do interior. Trabalhadores que passavam o dia inteiro malhando no serviço, no final da tarde iam treinar e não pareciam tão cansados quanto esses profissionais que só treinam, treinam e treinam para isso. Nos jogos, cansavam, mas não tanto. Sem contar que muitos fumavam e bebiam. E comemoravam depois dos jogos.

E mais: lembrei-me do irmão de um amigo e conterrâneo. O cara era um craque. Eu o via jogar e achava que teria lugar em qualquer time profissional. Fez concurso para o Banco do Brasil e foi trabalhar em Campinas. Na época havia um concorridíssimo campeonato de futebol amador no estado de São Paulo e a agência do banco em que ele foi trabalhar tinha um time que competia, mas nunca se classificava. Com ele a coisa mudou. Foi vice-campeão do estado. Ela me perguntou: “Mais um jogador sozinho muda tanto?”. Comparei (sem pretensão de que seja igual) à seleção argentina desta copa: tudo passa pelo Messi. Acho que sem ele a seleção portenha não iria longe. E com o time do Banco do Brasil de Campinas acontecia a mesma coisa: sem o irmão do meu amigo, era um timezinho comum.

Bom… repararam que eu não disse o nome dele? É pelo que conto em seguida, sem querer que ele seja exposto.

Muitos olheiros de times........

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