Jornalismo sob medida: Folha diz que Master “atinge tanto direita quanto esquerda”
Folha de S.Paulo publicou lista de 16 nomes no escândalo do Banco Master tentando equilibrar culpa entre esquerda e direita.
•-críticos apontam que, do lado "esquerdo" citado (Lula, Mantega, Lewandowski, Jaques Wagner, Rui Costa), não há provas de ilegalidade.
Já do lado direito, há suspeitas concretas: Ciro Nogueira (autor da "Emenda Master"), Antônio Rueda, Davi Alcolumbre, Ibaneis Rocha, Cláudio Castro e políticos bolsonaristas.
Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, teve 24 visitas registradas de Vorcaro durante sua gestão, sob suspeita de "vista grossa" à fiscalização.
O cinismo da imprensa corporativa brasileira, quando decide blindar seus escolhidos ou acolhidos por afinidade, não conhece limites. A última peça de ficção fantasiada de reportagem “isenta” vem da Folha de S.Paulo. Num esforço arrebatador de malabarismo retórico, o jornalão paulistano tenta emplacar a narrativa de que o escândalo do Banco Master é um buraco negro que tragou, em igual medida, a direita e a esquerda. É o puro suco do jornalismo sob medida: a criação de uma falsa simetria para diluir a lama que, na vida real, escorre exclusivamente pelos gabinetes do bolsonarismo e do centrão fisiológico. A chamada é gerar gritos de revolta: “Relação de Vorcaro com políticos arrasta nomes de direita e esquerda para escândalo do Banco Master”.
A manobra é transparente. Diante da popularização do termo “BolsoMaster”, que sintetiza com precisão o ecossistema de favorecimentos e relações promíscuas, e muitas criminosas, entre a instituição de Daniel Vorcaro e o governo anterior, a Folha correu para construir um “puxadinho” de esquerda no arranha-céu do escândalo. A intenção é clara: se “todo mundo é culpado”, ninguém é vilão, e a extrema direita ganha o salvo-conduto para usar livremente o clichê “mas e o Lula, e o PT?”.
Para sustentar essa mentira convertida em jornalismo profissional, a Folha pariu uma lista bizarra de 16 nomes “envolvidos no caso”. Desses, o jornal pinçou cinco para tentar colar na esquerda algum nível de culpa, forçando infantilmente a tal equivalência. Mas........
