Quem vai resistir à nova agressão dos Estados Unidos contra Cuba?
Governo Trump intensifica bloqueio a Cuba, ameaçando países que fornecem petróleo à ilha.
Cuba enfrenta dificuldades no abastecimento de petróleo devido às sanções dos EUA, afetando diversas atividades.
Rússia, China e Brasil manifestam apoio político a Cuba, mas ações concretas para contornar o bloqueio são incertas.
O novo objetivo de Donald Trump é o objetivo prioritário dos Estados Unidos, desde que o país foi derrotado pela vitória da Revolução Cubana: tentar destruir a Cuba.
Não se atrevem a fazer com Cuba como fizeram com a Venezuela, porque já tentaram e foram derrotados. Tentaram usar mercenários, achando que, ao desembarcar em Praia Giron, teriam o apoio do povo cubano que, na versão equivocada deles, estaria contra o governo revolucionário.
Foram derrotados em 72 horas, tiveram que se retirar, derrotados e desmoralizados. Enquanto o governo revolucionário se consolidava e a Revolução cubana saía vitoriosa.
Assim como ocorreu com mais de 70 tentativas de assassinar Fidel Castro, das mais diferentes maneiras.
Depois da desaparição da URSS, com Fidel ainda vivo, Cuba resistiu, projeto no qual o petróleo enviado pela Venezuela fazia parte.
Agora, não bastassem todas as medidas de bloqueio a Cuba, que já dura mais de seis décadas, o governo Trump ameaça com duras medidas aos governos que continuem mandando petróleo para a Ilha.
Até o governo do México, que estava enviando petróleo para Cuba, passou a mandar dois navios com alimentos, não mais petróleo.
O governo Trump acredita que possa suscitar algum tipo de mobilização de setores da população contra o governo, o que não conseguiu até agora. Mas trata de deteriorar cada vez mais a oferta de petróleo, com as difíceis consequências em várias atividades da Ilha.
A Rússia e a China têm manifestado apoio político, assim como o Brasil. Mas não fica claro o que esses países podem fazer para furar o bloqueio de abastecimento de petróleo para a Ilha.
A sobrevivência de Cuba é um objetivo fundamental para todos os que resistem à ofensiva brutal do imperialismo norte-americano. Todos os governos que se dispõem a resistir a essa brutal e covarde ofensiva têm que se coordenar e enfrentar, juntos, o cerco norte-americano contra a Revolução Cubana.
Cuba representa a dignidade, a justiça, a capacidade de um povo pequeno de resistir a monstruosidades do mais brutal império. A derrota indispensável do governo Trump passa pela resistência e por mais uma vitória de Cuba contra o imperialismo.
*Este artigo não reflete, necessariamente, a opinião da Revista Fórum.
