A ciência pode ter achado o caminho para humanos morarem em Marte
À distância, Marte pode parecer um território relativamente estável quando observado a partir das imagens enviadas por sondas e veículos robóticos, que registram um solo contínuo e rochoso, marcado por relevos que lembram desertos terrestres. Essa aparência, no entanto, se desfaz quando o planeta é analisado em termos físicos e ambientais, já que Marte concentra quase todas as condições conhecidas capazes de inviabilizar a vida humana.
A atmosfera marciana é extremamente rarefeita e composta majoritariamente por dióxido de carbono, a pressão atmosférica não chega a 1% da registrada na Terra, as temperaturas oscilam entre extremos negativos e breves picos acima de zero, e a superfície permanece continuamente exposta a elevados níveis de radiação cósmica, o que torna qualquer tentativa de permanência humana dependente da criação de um ambiente artificial capaz de sustentar o corpo de forma contínua e controlada.
Durante décadas, a resposta para esse desafio foi pensada a partir de soluções clássicas da engenharia, baseadas na construção de estruturas seladas, no uso de materiais ultrarresistentes e no transporte de módulos prontos a partir da Terra. Com o avanço dos estudos e o refinamento dos modelos de custo e logística, porém, essa estratégia passou a revelar limites evidentes, uma vez que cada........





















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