menu_open Columnists
We use cookies to provide some features and experiences in QOSHE

More information  .  Close

Soluções a pontapé

25 6
02.02.2026

As pessoas estão crescentemente descontentes com o regime. As eleições não propõem nada de novo e mantém-se no poder os representantes da elite habitual. Assim, uma grande percentagem abstém-se ou vota em branco, enquanto uma minoria prefere revoltar-se, votando nulo ou em partido radicais.

Este quadro é evidente em Portugal, mas não só. Um pouco por todo o Ocidente se sente o mesmo desgosto e, em certos casos, o processo de rejeição já se consumou. Nos EUA, Hungria, Itália os radicais estão no poder, na França pouco falta, enquanto Portugal, Espanha, Grã-Bretanha, Alemanha se aproximam. O lema é “temos de mudar, e isto só vai lá ao pontapé”.

Já segue a Informação da Renascença no WhatsApp? É só clicar aqui

Nestas circunstâncias é bom não esquecer dois princípios essenciais. Primeiro, mudar é fácil; difícil é melhorar. Segundo, as coisas raramente melhoram a pontapé; os problemas só se resolvem com trabalho lento, persistente e cuidadoso. Os irresponsáveis que protestam, acusam e ofendem são bons a destruir, mas raramente têm a competência e a paciência para compreender a situação, quanto mais governá-la.

A História ensina-nos que um clima de surda revolta não é, em geral, prenúncio de desenvolvimento, mas limiar de catástrofe.........

© Renascença