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Continuar a amar e a viver não significa esquecer quem partiu

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A experiência de perder alguém que amamos não envolve apenas enfrentar a sua ausência. Pese embora, tudo o que foi vivido até àquele momento se mantenha inalterado e deva ser recordado, ver interrompida uma narrativa que fazia parte da nossa identidade e dava coerência à nossa vida pode gerar um vazio difícil de lidar. Rapidamente, instala-se um conjunto de sentimentos que dificultam a nossa estabilidade emocional, cognitiva, comportamental e social. São esperadas tristeza, ansiedade, raiva, confusão, solidão, entre outros. Nas situações que envolviam sofrimento da pessoa falecida, pode surgir um alívio desconcertante que, por não corresponder ao que é socialmente esperado, frequentemente, gera culpa. O corpo acompanha a experiência emocional e manifesta uma intensa fadiga que o descanso não alivia. As noites parecem intermináveis, surgem alterações do apetite e um persistente aperto no peito, que naquele momento nos ultrapassa e tudo faríamos para arrancar.

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Estas reações não são sinais de que algo está errado, pelo contrário, são uma resposta natural de quem vê o seu mundo emocional abalado. Compreendê-las exige abandonar a ideia de que o luto segue uma trajetória linear ou fases sequenciais. Cada experiência é uma tarefa singular de reconstrução de significado,........

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