Porque é que a Ciência da universidade desmente o que aprendemos na escola?
A transição para o Ensino Superior traz um choque epistemológico inevitável: as verdades absolutas dos livros escolares dão lugar a estudos complexos, exceções e debates em aberto. Compreender a fronteira que separa um manual de um artigo científico é, hoje, a nossa principal vacina contra a desinformação e o negócio das pseudociências.
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Qualquer jovem que aterre nos anfiteatros universitários depara-se, mais cedo ou mais tarde, com uma inquietação. As leis imutáveis da biologia, da química ou da história que memorizou religiosamente para os exames nacionais parecem, subitamente, desmoronar-se. Onde o ensino secundário exigia certezas, a universidade oferece zonas cinzentas, exceções e resultados recentes que desafiam o estabelecido. Esta constatação leva frequentemente à falsa premissa de que fomos enganados durante doze anos. A realidade, porém, é bem diferente. A escola não nos mentiu; simplesmente utilizou as ferramentas adequadas a um cérebro em construção.
O manual escolar como andaime pedagógico
Os manuais que acompanham os alunos até ao 12.º ano não são........
