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A dívida de sono não se paga com cafeína: o custo da nossa hiperprodutividade

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23.08.2026

O som metálico do manípulo da máquina de expresso e o aroma a grão torrado são mais do que uma mera banda sonora matinal em Portugal; fazem parte da nossa identidade coletiva. Beber um café é um ritual cultural, um pretexto social para reunir amigos e um prazer gastronómico que marca os dias. Importa clarificar uma premissa fundamental neste debate: o café, por si só, não é um vilão.

A ciência médica e a nutrição têm sublinhado os seus múltiplos benefícios para a saúde. Rico em compostos bioativos e antioxidantes, o café atua como um escudo protetor das células. Na dose certa, melhora a performance cognitiva, a memória, a concentração e a agilidade mental, podendo funcionar como proteção contra o desenvolvimento de doenças neurodegenerativas a longo prazo. Importa fazer uma ressalva essencial: estes benefícios perspetivam-se num cenário populacional geral. A biologia é estritamente individual. Para pessoas com elevada sensibilidade, patologias cardiovasculares, ansiedade severa, insónias crónicas ou distúrbios gastrointestinais, o café........

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