As comunidades de energia são redes de resiliência em caso de eventos extremos
Na madrugada de 28 de Janeiro de 2026, a depressão Kristin entrou em Portugal por Leiria com rajadas que ultrapassaram os 200 quilómetros por hora. Em poucas horas, seis mil quilómetros de rede eléctrica ficaram danificados, mais de cinco mil postes tombaram, e um milhão de pessoas perderam o acesso à electricidade. Onze dias depois, o município de Leiria escrevia uma carta aberta à E-Redes: ainda havia mais de vinte mil contadores sem energia, muitos deles em zonas rurais, com famílias, agricultores e lares de idosos completamente isolados.
No rasto de destruição surgiram, como sempre, as perguntas: e se estivéssemos melhor preparados? Podemos ir além dos postes ou subestações mais robustas e pensar em alternativas sistémicas, que influenciem a lógica vigente de produzir, partilhar e gerir energia? É aqui que as comunidades de energia podem mostrar um caminho diferente.
Uma comunidade de energia é mais que o conjunto de painéis solares........
