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Quando o socorro chega tarde demais

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07.01.2026

A notícia da morte de um homem que aguardou cerca de três horas pela chegada do INEM não pode ser lida como mais um episódio trágico na sucessão diária de acontecimentos que rapidamente se esquecem. Não se trata de uma fatalidade imprevisível nem de um acaso infeliz. Trata-se de um sinal claro e preocupante de falhas estruturais graves no sistema de emergência médica em Portugal, falhas essas que têm vindo a ser denunciadas há anos e que continuam, teimosamente, por resolver.

Em situações de urgência médica, o tempo é um fator absolutamente decisivo. Cada minuto conta, cada atraso reduz hipóteses de sobrevivência. Três horas de espera são incompatíveis com qualquer ideia minimamente aceitável de........

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