A mágica dos calendários
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Se olhamos para o relógio às onze e meia da noite, no dia 31 de dezembro, sentimos que esses últimos minutos do ano tiveram uma obsolescência imparável. Meia hora depois, a vida seria reiniciada, como se fosse acionado um grande botão cósmico no jogo da existência. Acreditamos, outra vez, que os sonhos podem se concretizar, e os arrependimentos podem se apaziguar, se decidirmos assumir um novo esforço, um novo fôlego insuflado pela esperança.
É magnífica a propriedade estimulante do primeiro de janeiro, das promessas de réveillon — palavra que remete ao verbo francês réveiller: acordar alguém de........
