menu_open Columnists
We use cookies to provide some features and experiences in QOSHE

More information  .  Close

A capacidade de tirar partido do erro e do fracasso para avançar

17 0
15.03.2026

De regresso ao seu laboratório depois das férias do Verão de 1928, Alexander Fleming reparou que um dos recipientes com cultura de bactérias tinha bolor, mas o mais incrível é que, em redor desse bolor, as bactérias tinham desaparecido. Intrigado com esta estranha ocorrência, realizou novamente a experiência, e concluiu que o bolor, identificado como pertencendo ao género peniccillium, destruía as bactérias. Estava descoberta a penicilina, que estaria na origem do primeiro antibiótico! Mas, tão incrível como a própria descoberta, é perceber que, mais do que de um acaso, esta nasceu de um erro: na verdade, o que esteve na origem do aparecimento desse bolor foi o facto de o recipiente da experiência ter sido mal higienizado.

Poderíamos continuar a elencar inúmeras descobertas com origem no erro e na serendipidade, mas recuemos até ao ano de 1968, quando o pesquisador Spencer Silver, ao tentar inventar uma cola forte, apenas conseguiu criar uma cola que colava mal. Este resultado redundou num aparente fracasso até ao dia em que Silver partilhou a sua descoberta com o colega Arthur Fry, que cantava no coro de uma igreja e perdia frequentemente o fio à meada, uma vez que as folhas coloridas que utilizava para marcar as páginas dos cânticos........

© PÚBLICO