O chão da Europa e a guerra na Ucrânia
A Europa, melhor, a UE, vive um momento em que está a perder o chão. Atravessa várias crises que se transformam numa crise provavelmente existencial.
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O trio dirigente Costa, Von der Leyen e Kaja Kallas, apoiados no renascido militarismo alemão e nas aspirações a grandes potências do Reino Unido e da França, não consegue ver para além da guerra na Ucrânia como modo de tentar ultrapassar a crise que cada um deles vive, agravada sobretudo pela da Alemanha e pela dimensão da revolta juvenil em França. São situações altamente complexas, pois cada um está a braços com as prováveis vitórias da extrema-direita nas eleições que irão ter lugar.
O prolongamento da guerra na Ucrânia poderia, na cabeça destes dirigentes, constituir um ilusório fator de coesão destes países face à invasão russa. No entanto, como se está a verificar com o passar do tempo, a continuação da guerra deixou de ter o apoio inicial das populações, além de que existe a recusa de um envolvimento direto. Ou seja, nas opiniões públicas europeias, designadamente........
