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E se, no futuro, não tivéssemos de envelhecer?

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Envelhecer é uma das certezas da vida. À medida que os anos passam, para além das rugas que vemos ao espelho, o funcionamento das nossas células vai-se alterando. Podemos atrasar parte deste processo e tratar muitas doenças que surgem com a idade, mas não conseguimos impedir que ele aconteça.

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Durante muito tempo assumimos que estas alterações seguiam apenas uma direção. Uma célula com 70 anos poderia funcionar melhor ou pior, mas continuaria a ser uma célula com 70 anos. E se conseguíssemos andar para trás no relógio?

A origem desta história remonta a 2006 e, curiosamente, não tinha como objetivo estudar o envelhecimento. Nesse ano, Kazutoshi Takahashi e Shinya Yamanaka mostraram que era possível fazer uma célula adulta de ratinho regressar a um estado semelhante ao de uma célula embrionária. Bastava aumentar a expressão de quatro genes: OCT4, SOX2, KLF4 e c-MYC. As células resultantes voltavam a conseguir dar origem a diferentes tipos de células e ficaram conhecidas como células estaminais pluripotentes induzidas, ou iPSCs .

A descoberta mudou a forma como entendemos a identidade celular. Podemos imaginar o desenvolvimento de uma célula como uma estrada de sentido único: à medida que se especializa, torna-se um neurónio, uma célula muscular ou uma célula da pele. Yamanaka mostrou que era possível fazer o caminho inverso. O trabalho valeu-lhe o Prémio Nobel da Fisiologia ou Medicina em 2012, juntamente com John Gurdon.

Mas durante esta reprogramação acontecia outra coisa curiosa:........

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