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Como mediar o uso da Inteligência Artificial em contexto escolar

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31.03.2026

Volto ao tema da Inteligência Artificial (IA) nas escolas. E retomo o assunto porque o que era uma novidade (e um incerto admirável mundo novo) em 2023 é agora um dado adquirido e um universo sem fim que exige respostas claras da escola.

Comecemos pelas ferramentas de IA (large language models). Muitos jovens continuam a usar o ChatGPT, responsável por episódios caricatos, como o que se passou comigo: a cena embaraçosa em que um aluno, ao apresentar um trabalho sobre Eça de Queirós, começou por ler em voz alta: “No conto ‘Civilização’, da autoria de Sophia de Mello Breyner”. Tinha o livro à sua frente em cima da secretária. A tecnologia errou — mas, sobretudo, falhou o espírito crítico.

Mas hoje, existem, ao dispor de alunos e professores, inúmeras alternativas ao “velhinho” ChatGPT: o Copilot, integrado na Microsoft; o Gemini, da Google; a IA Perplexity, com fama de mais “inteligente”; Lumo, apresentado como IA europeia; o Claude, que se define como “designed to be helpful, honest, and safe”; e, claro, a portuguesa Amália. A IA deixou de ser uma curiosidade: tornou-se uma ferramenta quotidiana e........

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