Com nova Lei da Nacionalidade, Portugal reescreve o futuro de muitos imigrantes
Os artigos da equipa do PÚBLICO Brasil são escritos na variante da língua portuguesa usada no Brasil.Acesso gratuito: descarregue a aplicação PÚBLICO Brasil em Android ou iOS.
Portugal construiu, ao longo dos últimos anos, uma narrativa de país aberto ao mundo. Criou programas de visto para investidores, atraiu imigrantes em número expressivo e apresentou a nacionalidade portuguesa como um dos seus maiores ativos. Hoje, com a promulgação da nova Lei da Nacionalidade pelo Presidente da República, António José Seguro, esse discurso encontra uma contradição que merece ser nomeada com clareza.
A reforma não surgiu do nada. Desde 2025, o tema domina o debate político português. Em outubro daquele ano, a Assembleia da República aprovou uma primeira versão do diploma, com os votos da direita parlamentar. O Tribunal Constitucional, provocado preventivamente, pronunciou-se pela inconstitucionalidade de diversas normas daquele decreto, devolvendo-o ao Parlamento sem promulgação.
O texto foi então submetido a nova apreciação parlamentar, e uma nova versão foi aprovada em 1º de abril de 2026, que, enfim, foi promulgada. A lei segue, agora, para publicação no Diário da República e, posteriormente, para a fase de regulamentação.
Quer receber notícias do PÚBLICO Brasil pelo WhatsApp? Clique aqui.
No plano das alterações concretas, o decreto endurece de forma significativa os requisitos de acesso à nacionalidade. Para cidadãos de países de língua portuguesa, o prazo mínimo de residência legal passa de cinco para sete anos. Para os demais estrangeiros, sobe para dez.
E há um detalhe que não pode passar despercebido: esse prazo começa a........
