Seguro: não é moderado quem quer, mas quem pode
Ao princípio, António José Seguro era o candidato da “moderação”. Desde domingo, porém, que o candidato da “moderação” se tornou o candidato da “democracia”. As duas coisas não são compatíveis. Um candidato moderado não pode começar por se proclamar dono único do regime, e excomungar todos os que não se lhe submetem como “inimigos da democracia”. Essa não é uma candidatura moderada, mas uma candidatura de guerra civil, de exclusão e de ódio, profundamente iliberal. Era assim que Maduro fazia campanha na Venezuela: todos os seus adversários eram “fascistas”, e “agentes de Trump”. É nesta caricatura venezuelana que os seus adesivos de segunda volta ameaçam transformar a candidatura de Seguro.
Devemos estar surpreendidos? Não. Era fatal. Os derrotados de domingo pretendem parar André Ventura, mas sem dar força à pessoa ou às ideias de Seguro. Para os comunistas, Seguro é demasiado “liberal”; para os........
