Entre dois nomes, quatro escolhas!
A segunda volta das eleições presidenciais, marcada para 8 de fevereiro, é recorrentemente apresentada como um duelo simples. Dois nomes, duas escolhas, um país dividido entre “um” e “outro”. A narrativa é cómoda, televisiva e eficaz, mas é também, redutora e sobretudo, falsa.
No boletim de voto da segunda volta não estão apenas dois candidatos. Estão quatro.
Além dos dois nomes impressos, há dois outros “candidatos” frequentemente desvalorizados, quando não tratados com condescendência moral, que são o voto em branco e o voto nulo. Ambos são opções políticas legítimas, conscientes e distintas e não um acidente estatístico ou um défice de cidadania.
O voto em branco não é ausência de opinião. Pelo contrário. É uma escolha clara que significa que o eleitor reconhece legitimidade democrática........
