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O papel da comunidade informal na inovação

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Fui a um evento da comunidade algarvia Geek Sessions pela primeira vez quando estava na universidade, sem saber o que esperar. Falavam de tecnologias que nunca tinha experimentado, bebiam cerveja barata e trocavam risadas sobre problemas de trabalho. Saí do evento com uma possível proposta de trabalho. Com pouco currículo, apenas por falar com a pessoa certa.

Dez anos depois, sou líder de comunidades, e estou a preparar uma conferência com poucos recursos e mãos na massa. Ninguém nos paga. Na verdade, muitas vezes, sai-nos mais caro do que qualquer hobby.

A razão de trocar o meu tempo livre? Estar rodeada de pessoas que constroem futuros, criar (e ter) mais oportunidades, viver numa cidade melhor.

O ano passado ajudei a organizar mais de 12 eventos, dos quais 5 Startup Weekends (hackathons de fim de semana onde desconhecidos constroem ideias de negócio em equipa).

Numa conversa com uma amiga, comentamos como é difícil adquirir patrocínios e fundos para causas de impacto social e comunitário. As comunidades que gerimos são movimentos orgânicos, sem estrutura formal, sem associações. É........

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