Vamos ser sérios (2): As pensões
Nos últimos tempos, voltou a falar-se de pensões. Por um lado, ainda bem. Por outro, falou-se, quase sempre, mal.
Assim foi porque se desvirtuou o propósito do, excelente, trabalho coordenado pelo Prof. Jorge Bravo. Vamos lá ser sérios: O “buraco” da CGA não foi descoberto. Apenas foi colocado em papel e dada uma ideia da sua magnitude. O que acontece é que, alguns dos que querem alterar o actual sistema, aproveitaram o tempo de antena criado pela publicação do estudo, para, através do medo, pugnar por mudanças.
Como é, infelizmente, normal nos dias de hoje, instalou-se uma guerra de palavras absurda, entre os que afirmam que o actual sistema está falido (não está) e aqueles que levantaram a bandeira das conquistas de Abril e da imutabilidade do sistema (o que é parvo). Resultado?
Como o tema é sensível e custa – potencialmente – muitos, mesmo muitos, votos (lembremo-nos como Montenegro foge de Passos Coelho sempre que há eleições a cause do corte nas pensões (nunca feito às mais baixas)) arquivou-se o relatório e acenderam-se velas para que o tema deixasse de estar na agenda. Ora, eu sou a favor da mudança. Não o faço é através de argumentos pouco sérios, catastrofistas e demagogos. Terminando este intróito: Soube que Passos Coelho está a colaborar com vários pensadores sobre este e outros temas. Assim e porque sei que não deixarão de levar em linha de conta as minhas opiniões, aqui segue uma breve reflexão.
1 – A responsabilidade. Actualmente esse ónus recai sobretudo sobre o Estado-Pai bem como nas Empresas-Mãe, deixando aos Trabalhadores-filhos a menor fatia da preocupação.
Assim, quando se diz que são os trabalhadores actuais que estão a pagar as pensões dos actuais reformados, é falso. Quem o está a fazer, maioritariamente, são as empresas. E isso é errado. No entanto, todos nos lembramos quando Passos Coelho tentou corrigir este erro: Caiu o Carmo e a Trindade e tornou-se um tema tabu. E isso é mau.
O que é ridículo para além........
