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A falência do Estado

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13.02.2026

Já não confiamos no Leviatã. Aquele monstro bíblico que Thomas Hobbes invocou no século XVII para nos salvar de nós mesmos, para impor a ordem e evitar que a vida fosse “sórdida, brutal e curta”, está falido. Se olharmos com atenção para o que Zygmunt Bauman nos descreve no primeiro capítulo da sua Retrotopia, a conclusão é inescapável: o Estado, tal como o concebemos como garante último da segurança e detentor do monopólio da violência, ou abdicou do seu papel, ou já não o consegue desempenhar eficazmente, ou, pelo menos, de maneira que seja reconhecida como tal.

Durante décadas, vivemos na ilusão confortável de que o........

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