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Mito: “Antes do Feminismo as Mulheres Não Podiam…”

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26.02.2026

Recentemente, tenho sido alvo de ataques virulentos por parte de feministas radicais devido aos artigos que venho publicando sobre a outra face do feminismo – aquela que insiste em dogmas inquestionáveis e que, com frequência, recorre à frase de efeito: “Se não fosse o feminismo, não estarias a escrever isto e não terias os teus artigos publicados”. Essa acusação, repetida como um mantra, pretende silenciar qualquer crítica conservadora cristã ao movimento, insinuando que as mulheres só podem expressar opiniões livres graças às “conquistas feministas”. Trata-se de uma falácia histórica e ideológica que ignora séculos de contributos femininos e atribui ao feminismo moderno um monopólio que nunca existiu. Como conservadora cristã, recuso-me a aceitar essa narrativa vitimista e revisionista. Pelo contrário: a liberdade de expressão, o trabalho e a liderança feminina precedem em muito o surgimento das ondas feministas dos séculos XIX e XX.

Em pleno século XXI, é imperativo desmascarar um dos mitos mais persistentes do feminismo moderno: a ideia de que, antes dos séculos XIX e XX, as mulheres viviam em total opressão, impedidas de escrever, trabalhar, governar, liderar ou destacar-se. Esta narrativa ignora a história real, a Bíblia e os pensadores conservadores. As mulheres sempre trabalharam, lideraram e se destacaram, mas as grandes mudanças advieram do capitalismo e do progresso tecnológico pós-Revolução Industrial — que, infelizmente, trouxeram exaustão, uma dupla jornada e a terceirização da educação dos filhos.

Apesar dessas hierarquias persistentes em todas as épocas — que o feminismo não eliminou e o comunismo apenas trocou por novas formas de opressão —, a revelação divina na Bíblia oferece uma visão mais profunda e verdadeira da dignidade humana. Contrariamente ao que críticos seculares e feministas radicais afirmam, a Escritura não reforça uma subjugação patriarcal absoluta; pelo contrário, é o primeiro texto da história que afirma explicitamente a igualdade essencial entre homem e mulher perante Deus, estabelecendo um valor inerente que vai além de classes sociais, poder terreno ou ideologias humanas.

Comecemos pela fonte mais antiga e sagrada: a Bíblia. Em Génesis 1:27, lemos: “Deus criou o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou”. Aqui, não há hierarquia ontológica; ambos são imagem e semelhança de Deus, com dignidade igual — um princípio que eleva a mulher a um patamar de valor eterno, independentemente de sua posição social ou do contexto histórico. Mas o feminismo frequentemente ignora este facto para pintar um quadro de opressão........

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