Quando a maioria deixa de ser nossa
Na terça-feira, 24 de Fevereiro, a Assembleia Municipal de Lisboa voltou a reunir. Para se opor ao executivo da Câmara, o PS ofereceu um pequeno espectáculo de elasticidade retórica. Declarou que o eng. Carlos Moedas havia negociado uma maioria com a “extrema-direita” em troca de uns “lugarzinhos”. A escolha aparentemente prosaica do vocabulário é reveladora. O termo “lugarzinhos” diminui funções executivas, e a expressão “extrema-direita” desloca um acordo político para o terreno da suspeição moral. O que é verdadeiramente estranho não é a existência de alianças, mas a tentativa de as transformar em vício quando deixam de servir determinados equilíbrios partidários. A política não........
