menu_open Columnists
We use cookies to provide some features and experiences in QOSHE

More information  .  Close

Quem entra na escola?

13 0
10.04.2026

A presença de entidades externas na Escola transporta sempre consigo uma dimensão ética e cívica que não é neutra. Cada actividade, cada intervenção e cada mensagem transmitida participa, directa ou indirectamente, na formação dos alunos como cidadãos críticos e informados.

A Escola ocupa um lugar singular na arquitectura social de qualquer democracia. Não é apenas um espaço de transmissão de conteúdos curriculares. É uma instituição de socialização cívica, cultural e ética, onde se formam hábitos de pensamento, critérios de decisão e uma determinada relação com o conhecimento e com a autoridade. Por isso, as escolhas que se fazem dentro da Escola, mesmo quando parecem meramente organizativas, têm implicações profundas na formação dos alunos enquanto cidadãos.

Uma dessas escolhas cruciais diz respeito à entrada de entidades externas para realizar formações, palestras ou actividades educativas. A abertura da Escola à comunidade é, sem dúvida, valiosa. Permite aproximar os alunos da realidade social, científica, cultural e profissional que existe para além dos seus “muros”. Contudo, essa abertura exige critérios rigorosos e inegociáveis. Quando a Escola convida ou permite a intervenção de pessoas e organizações, está implicitamente a reconhecer legitimidade ao seu discurso e ao seu conhecimento.........

© Observador