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Os intelectuais e a gestão da natureza

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22.05.2026

O fim da minha leitura do livro “Porque se enganam os intelectuais”, de Samuel Fitoussi coincidiu com mais uma manifestação da preferência dos intelectuais pela racionalidade social – a que procura a integração no grupo – sobre a racionalidade epistémica – a que procura a verdade – de que fala Fitoussi.

O Estado tomou uma decisão contratual sobre a gestão de um aviário (eu sei que aviário diz respeito a aves, mas estábulo, pocilga e coisas que tais teriam uma conotação negativa que não me parece adequada) de produção de linces que existe em Silves, de apoio ao programa de recuperação do lince-ibérico.

O aparecimento da mixomatose em meados do século XX e na pneumonia hemorrágica viral, uns trinta anos depois, que dizimaram as populações de coelho reduzindo-as uns 10 a 20 por cento do que eram antes de cada uma dessas doenças, levou o lince-ibérico, que se alimenta essencialmente de coelho, a uma situação de dramática pré-extinção.

Se em vez de gatinhos simpáticos e com pouco efeito visível na vida quotidiana das pessoas, estivéssemos a falar de ursos, lobos, ratos, cobras, morcegos, gafanhotos,........

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