Em defesa das perguntas sobretudo das estúpidas
Ponto prévio: não ia escrever sobre nada disto (sim, ainda há muito para revelar sobre as sevícias e os assassinatos acontecidos entre 74 e 75) mas quando comecei a ler as reivindicações feitas pelas “mais de cem personalidades” que em carta aberta “repudiam palavras de Cristina Ferreira” achei (mais uma vez) que o passado pode esperar porque o presente coloca questões mais urgentes (provavelmente a opção é errada mas escrever sobre um assunto a pensar noutro é coisa que não costuma acabar bem).
Voltemos então às “mais de cem personalidades” que repudiam palavras de Cristina Ferreira e às outras muitas personalidades e instituições como a Ordem dos Psicólogos e a PSP que também sentem necessidade de criticar as palavras de Cristina Ferreira. De tanto ler “as palavras de Cristina Ferreira” acabei convicta que Cristina Ferreira tinha formulado uma opinião ou feito um comentário desculpabilizador dos agressores. Ora não é isso que se vê ou ouve: ia o programa já com duas horas e 18 minutos quando Cristina Ferreira faz uma pergunta à psicóloga que está em estúdio: “Tem-se hoje em dia noção dos riscos, Inês?........
