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A Ascenção do Mal

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04.09.2026

A rentrée pós-verão é um momento muito especial nas Universidades por ser o início do ano académico e estarmos a acolher uma nova geração de alunos, com todo o seu talento, esperança e potencial. Nos últimos dias dei as boas vindas a 1200 novos alunos de licenciatura e mestrado na Católica Lisbon School of Business and Economics, dos quais 60% são internacionais, oriundos de mais de 50 países. Este talento global veio juntar-se a uma Escola de excelência, cotada entre as 1% melhores Escolas de Negócios a nível mundial. Uma Escola que sempre acreditou que os negócios e a economia são ferramentas de progresso e que os líderes empresariais devem ser éticos na sua atuação e responsáveis na gestão dos recursos e capacidades que têm o privilégio de gerir.

Mas, quando penso no mundo em que estes graduados vão desenvolver as suas carreiras daqui a 2-3 anos, uma preocupação grande me assola. E não estou a falar do impacto da Inteligência Artificial, pois acredito que esta será uma poderosa ferramentar para potenciar a criação de valor dos profissionais inteligentes e competentes, com espírito crítico, inteligência emocional e a adaptabilidade a um mundo em acelerada mudança.

Estou a falar sim da vaga de corrupção, populismo, falsidade, autoritarismo, agressividade e ganância que parece estar a assolar o mundo e a colocar em causa a liberdade, os direitos humanos, a democracia e a colaboração multilateral na qual mais de 30 anos de prosperidade foram construídos. Este foi o período da globalização que vai desde a queda do muro de Berlim até 2020, período durante o qual, a paz, o progresso e colaboração pareciam poder vencer os ódios e as guerras. Ao invés, estamos nos últimos anos a assistir à transformação da ordem mundial para uma lógica imperialista típica do século XIX e a um........

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