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Futebol, otimismo, nostalgia e coisas da vida

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04.06.2026

Paralelamente à realidade política de todos os dias, aqui e ali vivida com diplomática adrenalina – e porque já se vai afirmando e anunciando com um crescente fulgor e entusiasmo pelos meios de comunicação em geral – , somos chamados a reparar num inescapável acontecimento que virá ocupar as atenções de biliões de cidadãos deste nosso universo: durante cerca de um mês- de 11 de Junho a 19 de Julho – realizar-se-á a fase final do Campeonato Mundial de Futebol organizado pelo trio Canadá/EUA/México, numa demonstração concreta e inspiradora da possibilidade destes três países trabalharem em conjunto com vista a uma comum finalidade, a saber, a coordenação e desejável sucesso deste magno evento internacional.

Portugal voltará a participar nesta etapa de encerramento de um processo que se iniciou 4 anos atrás- logo após o termo do precedente Campeonato Mundial -, e o seu primeiro responsável técnico é o catalão Roberto Martinez: sim, é verdade, o principal responsável pela nossa seleção não é português, mas a esmagadora maioria dos lusos seres nada se importa com isso, até porque o «mister» já detém um recomendável palmarés ao nosso serviço.

Portugal e a região da Catalunha, dois espaços geográfico-políticos que uma porção de políticos e intelectuais de ambos os lados, ao longo de séculos, quiseram ver reunidos num grupo tripartido de que igualmente fazia parte a Galiza – vide o interessante livro do galego Ramón Villares de 2023, intitulado « Repensar Iberia- Del Iberismo Peninsular al Horizonte Europeo » – , reencontram-se agora numa aliança meramente futebolística. Esta descomplexada prática não desperta, pelo menos em tempo ( ainda) marcado por uma prevalecente paz no Globo, uma qualquer animosidade no planeta futebolístico: na Europa comunitária, por exemplo, além de Portugal, também a Áustria e a Hungria têm selecionadores de outras origens. E temos observado........

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